sábado, 23 de outubro de 2010

Não me deixe

Por que ninguem consegue explicar o que acontece comigo? A expressão  te amo” não é o suficiente.
Aqulas borboletas estam voando dentro mim, sinto as palavras ditas, e até as não ditas cortarem cada pedaço que restou de mim. Me sinto Fada agora. Me sinto flutuando, não sei se estou acordada... está tudo brilhando, mas quando lembro que não vo te tocar e te sentir hoje a magia some. Vem o fogo e consome tudo.
Já não sei meu nome. Quero te ver! Eu necessito de você. Não sabia que era possivel sentir algo assim, nem sequer sabia da existencia do improvavel. Foi tão rapido, assim como minhas borboletas você pousou de vagar em meu coração, foi uma sensação agradavel. E assim como minhas boboletas você me deixa tonta, sem reação.
Não tem cura pra esse tipo de coisa não é ? Eu já sei que vou ficar assim, fraca para sempre. Mas se é pra ser assim quero o teu amor, os teus braços me apoiando e segurando, teu corpo me aquecendo. Isso basta. Vou caminhar na sua sua direção, na direção do meu êxtase, eu quero mais.  Porque as vezes quando estou nos momentos de fraqueza com você eu me sinto estranhamente feliz, mas é incrível como uma palavra pode me rasgar, sangrar. Ainda tenho as cicatrizes. Mas eu tolero e até gosto dessa dor, se é por você.
Vem flutuar comigo, vem ...  não me deixe agora, não me deixe.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

OPS !

A amizade é tudo ..

*ASSALTO JAPONÊS


COLONIA JAPONESA ENVOLVIDA NO CRIME

A policia estava fazendo a maior blitz por conta de

um assalto a um banco, nas imediações de Carapicuíba,

quando interceptaram uma kombi considerada suspeita,

a qual estava lotada de japoneses.

A policia foi logo gritando: 'Desce todo mundo!!!!!!!!!!!'

A japonesada obedeceu em silêncio.

Agora um por um, vai dizendo seu nome!!!!!'

E eles obedientes foram se apresentando:

Sartamo Obanko

Matamo Okasha

Kontiro Nosako

Katamo Osnique

Saimo Koreno

Fugimo Nakombi

Osguarda Pararo

Tomamo Noku.

Não vou conseguir

Se essa história for verdade eu vo morrer de tristeza e desgosto. É impressionante a minha incapacidade de ser feliz. Não tenho sorte mesmo, e o destino não é generoso comigo. 
Não vou conseguir suportar se a minha ilusão terminar.
Sou uma idiota, uma boba. Mas eu sei que não importa o que aconteça eu vou continuar te amando e vou  te perdoar ! Me odeio por isso. Essa capacidade de tolerância. 
Não quero mais pensar nisso, só quero saber que você existe e em breve eu vou poder te abraçar. Isso fará com que eu esqueça tudo.

A gente se acostuma

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e não ver vista que não sejam as janelas ao redor. E porque não tem vista logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma e não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, se esquece do sol, se esquece do ar, esquece da amplidão.

A gente se acostuma a acordar sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder tempo. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E não aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: “hoje não posso ir”. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisa tanto ser visto. 
A gente se acostuma a pagar por tudo o que se deseja e necessita. E a lutar para ganhar com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra. 
A gente se acostuma a andar nas ruas e ver cartazes. A abrir as revistas e ler artigos. A ligar a televisão e assistir comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos. 
A gente se acostuma à poluição, às salas fechadas de ar condicionado e ao cheiro de cigarros. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam à luz natural. Às bactérias de água potável. À contaminação da água do mar. À morte lenta dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinhos, a não ter galo de madrugada, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta por perto. 
A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta lá.
Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua o resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem muito sono atrasado.
A gente se acostuma a não falar na aspereza para preservar a pele. Se acostuma para evitar sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.